Core Drive (“Princípio”): Epic Meaning and Calling (“Significado”)

Em nosso primeiro post específico desta série, irei analisar como utilizar o conceito do primeiro core drive do framework Octalysis, “Significado”,  no contexto de sala de aula com o objetivo de transformá-la e promover o engajamento dos alunos.

O primeiro core drive Epic Meaning and Calling (“Significado”) trata de dar um propósito para o aluno, fazer com que ele se sinta parte de algo maior e no qual existe um porquê de estar aprendendo determinado conteúdo ou adquirindo alguma competência.

Em um cenário de sala de aula tradicional (“modelo fábrica”), é complexo implantar este pensamento, pois o conhecimento é externado da mesma forma para todos os alunos, sem personalização e sem conhecer os motivadores de cada indivíduo.

Contudo, mesmo nesse modelo, é possível, pontualmente, utilizar este princípio, algumas possibilidades, são:

  1. Em grupos, fazer ações com os alunos de modo que eles modifiquem o ambiente dentro da escola ou nas vizinhanças. Podendo ser com a mudança da paisagem (arte, vegetação, …), ou influenciando em decisões como cobrar mudanças dos responsáveis (manutenção de ruas, praças, …)
  2. Participando junto com outras escolas de estudos de problemas globais (clima, conflitos, …).
  3. Transformar a própria sala de aula em algo como um time de esporte, onde cada aluno depende do outro para conseguir um resultado maior.

Apesar desses exemplos onde é possível se modificar a dinâmica da sala de aula para se atingir um “resultado épico” para os alunos, tais exemplos, como dito anteriormente, acabam sendo apenas pontuais. Uma maneira de tornar permanente e maximizar o engajamento dos alunos (algo similar ao que estamos trabalhando aqui na Realvi), é fazendo com que as ações de cada aluno ao longo de sua trajetória escolar influencie em um “todo individual” e também em um “todo de grupo” (seja da classe e/ou da escola).

Uma maneira de atingir esse objetivo é detalhando basicamente 3 pontos super importantes.

  1. Storytelling: É fundamental que o aluno entenda o contexto onde está desempenhando a tarefa e esse contexto seja adequando a sua faixa etária e seus anseios, podendo ser tanto real, quando fantástico, místico.
  2. Ciclo de atividades: Uma atividade não pode ser pontual, ela deve gerar uma recompensa ao aluno e, após concluída, influenciar ou ser o início de outra atividade.
  3. Objetivo: O aluno deve saber qual o objetivo (ou ser capaz ele mesmo de facilmente criar um objetivo) final que as atividades o estão preparando, e esse objetivo final deve ser algo grandioso (de preferência individual) e que ele pensaria ser inalcançável.

Esta foi a nossa primeira interação mais a fundo em um dos princípios de gamificação do framework Ocatylisis. O intuito da análise de cada um desses princípios é passar sempre dois modos, um pontual para a sala de aula tradicional e outro de reimaginar a sala de aula por completo. Ambos certamente influenciam no engajamento de cada aluno, porém um sempre será momentâneo e o outro duradouro.

Não é o foco desta série de posts, mas quase todos os alunos que passaram pelo ensino fundamental já se perguntaram “Por que estou aprendendo isso?”. Especificamente o princípio “Significado” é o mais importante entre todos os princípios para gerar engajamento e tem que responder essa pergunta e ir além da resposta, mostrando ao aluno que o que ele aprende tem não só um motivo, mas que pode ir além, se tornando em um significado épico.