Core Drive (“Princípio”): Empowerment (“Empoderamento”)

Neste post da série irei analisar como utilizar o conceito do core drive do framework Octalysis, “Empoderamento”, no contexto de sala de aula, com o objetivo de transformá-la e promover o engajamento dos alunos.

O core drive Empowerment (“Empoderamento”) acontece quando os usuários estão envolvidos em um processo criativo no qual eles têm que repetidamente fazer descobertas e tentar diferentes combinações. Atividades onde se pode expressar a criatividade e receber o feedback e resultados de suas ações.

Em um cenário de aula tradicional, temos alguns modos de utilizar esse princípio. Seguem exemplos.

  1. Do It Yourself: Hoje já razoavelmente difundida, atividades DIY ligadas à cultura maker são fortes pontos geradores de engajamento:
    • Um ótimo exemplo do uso desse core drive via DIY é a utilização de Lego, onde o aluno pode utilizar cada bloco e com sua criatividade chegar em algum resultado criativo e possivelmente único. O engajamento ocorre, pois dadas as mesmas ferramentas iniciais os alunos são desafiados a construir algo, pensando fora da caixa e aproveitando os recursos disponíveis.
    • O aluno deixa a posição de agente passivo e assume o protagonismo do seu aprendizado. Dessa forma ele conquista a autonomia do seu desenvolvimento e é capaz de contextualizar e articular o seu conhecimento de acordo com a sua realidade.
    • Torna as atividades mais participativas e estimula o gosto pela descoberta e pela criatividade.
  2. Problem Based Learning (PBL) e/ou Team Based Learning (TBL): Outra possibilidade, é utilizar PBL ou TBL como forma de alunos ou grupos de alunos interagirem e chegarem a soluções para as situações propostas.

Mesmo sendo possível se utilizar desse princípio nas “aulas tradicionais” é difícil fazer com que eles em geral sejam contínuos. Para uma experiência realmente gamificada é necessário que o empoderamento, a criatividade e os feedbacks estejam presentes e potencializem um ciclo de aprendizado e engajamento positivo.

Um modelo, que é o que estamos desenvolvendo atualmente na Realvi, é o de utilizar as experiências digitais que disponibilizamos para induzir de forma contínua esse empoderamento, criatividade e feedbacks. Todos esses fatores também estão inclusos em um ambiente maior onde, usando storytelling e através de metodologias ativas, tornamos o aluno protagonista.

Criar seu próprio conteúdo, espaço, visual, entre outros, são características de gamificação que sempre aumentam o engajamento. As experiências devem ser construídas de tal forma que o aluno possa se sentir mais engajado e, principalmente, sentir orgulho do que está construindo.