Se você é mantenedor, dono ou diretor escolar, esse post é para você. Talvez não seja um post agradável, mas é um post realista e que pode lhe salvar. O que é inovar? Já parou para pensar nisso?

Há muito glamour, muito romantismo em cima desse conceito. É bom inovar. É bom ser considerado um inovador. Mas mergulhar efetivamente na inovação requer algumas habilidades.

Inovar não é fácil. Muitos vêem somente os dividendos de quem inova, mas não sabem os obstáculos que precisam ser enfrentados para chegar lá.
Imagine mergulhar no desconhecido. Imagine entrar numa sala escura e ter que achar a saída, sem saber se há obstáculos no caminho, ou mesmo degraus… isso é inovar.
Quem inova desbrava novos territórios, lugares onde ninguém havia chegado antes. Faz o que ninguém fez; quebra muros, rompe barreiras. Ultrapassa os limites do real; o que todos acham que é o limite, o inovador desdenha, imagina que possa ser estendido, expandido, recriado.

Todo esse discurso parece lindo, romântico, mas na hora de inovar é preciso coragem. Isso porque quem inova vai errar, e em nossa cultura ocidental o erro é sempre punido, não é bem visto, é típico dos derrotados. Mesmo em nosso sistema escolar não damos espaço para o aluno errar.
Mas é com o erro que se aprende; é errando que corrigimos rumos, que nos aperfeiçoamos. E quem inova precisa saber que VAI errar. O erro acompanha o inovador, onde quer que ele vá. É a companhia certa e talvez a única certeza do inovador. E esse é um peso que muitos não querem carregar.
Liberte-se dos medos. O empreendedor precisa saber que no mundo de hoje quem não inova vai sempre estar um passo atrás. Com a concorrência subindo a níveis estratosféricos em qualquer área, todos buscam o Oceano Azul. Já ouviu falar?
É uma teoria de W. Chan Kim e Renée Mauborgne que afirma que a base do sucesso dos empreendimentos hoje em dia é diferenciar-se, inovando, e com isso encontrando um oceano azul, fora do sangrento oceano vermelho onde todos estão em uma competição que gera baixos lucros e nenhuma diferenciação relevante. O oceano azul, ao ser encontrado, torna a competição irrelevante.

Para atingir o oceano azul não há outro caminho senão inovar.

Sem inovação você continuará lutando pelas migalhas que sobram dos tubarões que abocanham tudo no oceano vermelho. Você pode ser um dos tubarões, mas o preço para chegar lá é muito maior do que romper o medo de errar e inovar.
Portanto, mantenedor, dono de escola, diretor escolar: se você ainda está aí, ainda está acompanhando o meu raciocínio e lendo esse post que pode ter sido desconfortável, aqui vai explicitamente o meu conselho: INOVE.
Não faça o que a concorrência faz, não corra sempre atrás. Tome riscos. Calculados, mas tome. Busque parcerias que possam te ajudar nesse caminho, pois no mundo de hoje a cooperação é outro valor insubstituível, mas não fique parado. Ficar parado é na verdade ficar para trás.
Estamos vivendo talvez a maior crise global que nossos olhos verão. É hora de aproveitar o momento para arriscar. Inovar é difícil, requer coragem, requer não ter medo de errar. Mas lá no final, sempre vai valer a pena. Boa sorte!