Inauguramos hoje um novo marco. Com o blog da Realvi esperamos abrir uma janela para trocar com todos vocês. Trocar impressões, sentimentos, conhecimento e, sobretudo, experiências. Sim, porque a alma e o DNA da Realvi é exatamente esse: o aprender por experiências. Imersivas, significativas, virtuais, quase reais. E por isso o lançamento deste blog significa muito para nós.

Alguns pesquisadores têm dito que o grande marco do início do século XXI será essa pandemia pela qual passamos, mais do que o marco cronológico da virada de 2000 para 2001. Tendo a concordar com isso. Nossas vidas estarão para sempre marcadas por esse acontecimento, que será estudado nas aulas de história por muitas gerações. Mais do que isso, as consequências da pandemia, tanto do ponto de vista econômico, social, quanto individualmente nas esferas mental e física, serão profundas e definirão nossa caminhada enquanto humanidade de agora em diante. Nada mais será o mesmo que era antes. Viveremos o que cientistas têm chamado de “o novo normal”.

Mas isso necessariamente será ruim? Penso que não.

Claro que teremos que incorporar novos hábitos que poderão nos causar certo desconforto inicial, como o uso mais sistemático de máscaras em público, um cuidado muito maior com nossa própria higiene e com contatos sociais. Mas tendo a ver sempre o copo meio cheio, princpalmente na minha área, a Educação Bilíngue e, mais precisamente o uso das tecnologias imersivas para a Educação Bilíngue.

A pandemia escancarou a necessidade das escolas incorporarem o digital e o online muito mais em suas rotinas. O digital tem sido sempre acessório: nunca é o protagonista nos programas educacionais das escolas, sempre é quando muito um coadjuvante de luxo. Pois hoje o coadjuvante tornou-se obrigatoriamente o grande protagonista das ações educacionais no mundo. E essa tendência veio para ficar. O digital será cada vez mais importante no cotidiano escolar e será mais e mais central nos programas educacionais.

E nessa dimensão a grande revolução que a educação biíngue terá será a incorporação de tecnologias imersivas como núcleo central das ações educacionais. Há anos vem se discutindo sobre isso; várias pesquisas e artigos mencionam que a grande transformação digital na educação será a incorporação de elementos de Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR) no processo ensino-aprendizagem.

Há entretanto um abismo a ser superado. Se a grande maioria dos pesquisadores e educadores tem certeza de que no “futuro” essas tecnologias dominarão o meio educacional, no nosso presente há enormes reservas quanto ao custo da implementação de tais tecnologias, além de uma não menor suposta carência em termos de conhecimento de toda a comunidade escolar acerca do uso das mesmas e suas possibilidades e potencialidades.

Penso que precisamos “desromantizar” o uso da Realidade Virtual e Realidade Aumentada na educação. Quando pensamos nessas tecnologias, imaginamos os filmes de ficção científica, com carros que flutuam e naves que realizam viagens interplanetárias. Ou seja: imaginamos um mundo muito, mas muito distante do mundo real. E aí pensamos que seria maravilhoso termos essas tecnologias “um dia”.

Isso não nos permite ver que algumas dessas tecnologias já estão disponíveis hoje, agora, a preços perfeitamente acessíveis à maioria da população. Hoje temos soluções em VR e AR que rodam na maioria dos smartphones que usamos. Há óculos de VR que acoplam esses smartphones e que custam o mesmo que uma refeição no shopping. Esses mesmos dispositivos podem rodar aplicativos com conteúdo educacional compatíveis com essas tecnologias. Tudo isso a um custo muito baixo.

Em termos de operacionalização ou conhecimento necessário para sua utilização, qual o professor que não sabe utilizar um aplicativo? Ou seja, a formação e o know-how necessários para a implementação de um ambiente com essas tecnologias também é hoje muito mais simples do que se imagina.

Portanto, se nos afastarmos da visão romântica sobre as tecnologias de ponta poderemos trazer o futuro para o presente. Poderemos diminuir a distância entre o que imaginamos ou sonhamos e o que já é possível fazer. É possível transformarmos a nossa educação já, aproximando-a das necessidades e do mindset das novas gerações. Venha a transformar a educação com a gente!

O futuro é agora!