Você continua proibindo seus alunos de levarem seus celulares para a escola? Está na hora de rever os seus conceitos. Depois de um período de indefinições acerca dos papeis de aparelhos móveis portáteis para a Educação, principalmente com o advento dos tablets, hoje consolida-se a importância crescente dos celulares (hoje chamados de smartphones) no ambiente educacional e escolar.

A chegada dos tablets gerou um grande ponto de interrogação quanto ao futuro dos aparelhos celulares nas escolas. Isso porque os tablets têm telas maiores, sendo mais fácil a visualização de imagens e sua utilização, principalmente por alunos mais novos, ainda em desenvolvimento motor. Teclar em um celular é tarefa um pouco complicada até mesmo para mãos mais experientes. Ler também é aparentemente mais fácil nas telas maiores dos tablets. Mas ao longo do tempo os smartphones retomaram sua hegemonia.

Os aparelhos móveis portáteis têm possibilidades que são quase intransponíveis para os tablets. A primeira é singela e óbvia, mas continua muito útil: fazer ligações telefônicas. Por mais que, hoje, tablets até possam fazer essas ligações, é inegável que seu tamanho torna a tarefa muito menos confortável para alguém que quiser telefonar com eles. Outra possibilidade incrível que os smartphones oferecem hoje em dia diz respeito a tecnologias imersivas. Há aplicativos que transformam os celulares em dispositivos que viabilizam experiências de realidade virtual, acoplados a óculos especialmente desenvolvidos para isso. Os tablets, por seu tamanho, não são uma opção.

O mercado de smartphones passou a desenvolver uma nova classe de aparelhos, os chamados “phablets”, uma mistura das funcionalidades de um telefone celular, com o tamanho maior, próximo daquele dos tablets. Hoje quase todos os smartphones lançados têm uma versão “Plus”, com essas características. Assim, hoje, quem quer funcionalidades para além dos smartphones, como uma memória mais potente, um teclado melhor ou mesmo uma tela maior, prefere adquirir um laptop do que um tablet. Para aqueles que buscam uma tela maior, mas não querem perder a mobilidade e praticidade de um smartphone, a melhor opção passa a ser os modelos Plus, que são o melhor dos dois mundos.

Do ponto de vista educacional, os smartphones tornaram-se o filão de ouro do mercado. Versáteis e compactos, eles não perdem em nada para alguns tablets e até laptops em termos de desempenho, e seu formato permite que possam ser utilizados em qualquer lugar, acoplados a outros equipamentos, mantendo além de tudo sua função original: a de fazer ligações.

Proibir que os alunos levem seus aparelhos para casa, além de retirar deles algo que os acompanha em todos os lugares, nativos digitais que são, desperdiça uma oportunidade enorme para as escolas: a de digitalizar suas salas de aula sem precisar investir um centavo em aparelhos. As gerações em idade escolar hoje em dia já possuem algum tipo de aparelho móvel, desde tenra idade. O BYOD, ou Bring Your Own Device (traga seu próprio aparelho), é uma forma econômica e altamente eficiente de trazer o digital para o dia-a-dia das escolas. As atividades digitais podem ser planejadas para utilização em smartphones, e hoje a maior parte de conteúdos educacionais disponíveis, se não disponibilizadas em aplicativos, podem ser acessadas de um browser via celular.

Realidade virtual, realidade aumentada, atividades com reconhecimento de fala, geolocalização, aplicativos educacionais adaptativos, jogos educacionais ou não… todas essas possibilidades fazem dos smartphones os aparelhos mais versáteis, econômicos e universais para uso educacional.

Por isso, ao decidir sobre como digitalizar sua escola, não esqueça: seus alunos já são digitais. Pra quê investir em hardware se eles já têm seus aparelhos? Aproveite isso a seu favor, aprenda a usar os smartphones em sala de aula, e torne o ambiente de sua escola Mobile First. Seu orçamento agradece.