Quando ouvimos falar do surto de COVID-19, sabíamos muito pouco sobre como a vida seria dali para frente. Como continuaríamos a trabalhar, como encontraríamos nossos entes queridos ou quão seria seguro para as crianças continuarem a frequentar as escolas. Hoje, quase um ano depois, ainda restam várias questões sem resposta e áreas cinzentas, no entanto, há uma coisa da qual podemos ter certeza – nos adaptamos e evoluímos para aproveitar ao máximo nossas circunstâncias. E um setor que realmente se destacou em se reinventar para atender a necessidade do momento foi o de educação.
Imagine só! De acordo com um relatório recente da KPMG, o número total de usuários pagos de plataformas de educação online era de 1,6 milhão em 2016. Projetando para 2021, o número deve crescer 6 vezes para 9,6 milhões de usuários. Além disso, a forma como a educação é ministrada mudou fundamentalmente no último ano, com tendências emergentes que impactariam significativamente o próximo ano acadêmico.

Tendência 1 – O sistema educacional está em seu pico criativo

A COVID-19 chegou sem avisar, deixando professores, pais e alunos com muito pouco tempo para se preparar e abraçar a disrupção. No entanto, a maioria dos professores reagiu rapidamente com currículos adaptados e planos de aula com formas inovadoras de ministrá-los.

Tendência 2 – Os pais estão mais envolvidos do que nunca

Com as aulas presenciais sendo menos frequentes, as escolas tiveram que depender cada vez mais dos pais para fazer os alunos praticarem os tópicos abordados nas aulas. Isso deu a muitos pais a oportunidade de se familiarizarem com o conteúdo educacional e os métodos de ensino usados nas escolas de seus filhos e também perceber o quanto as coisas mudaram desde que eram alunos. Conforme o envolvimento dos pais cresce, os alunos tendem a se sentir melhor apoiados enquanto os pais se tornam cientes das fraquezas e pontos fortes de seus filhos.

Tendência 3 – Dividir e ensinar

Com o aumento da preocupação das escolas se transformarem em pólos de transmissão de COVID, as escolas tiveram que dividir as turmas em grupos menores e programar a presença dos alunos na escola em turnos. Isso poderia muito bem se tornar uma norma em um futuro próximo, ou pelo menos até que a pandemia diminuísse. ‘Escolas em turnos’ significaria turmas menores, atenção personalizada aos alunos e um escopo mais amplo para que os alunos aproveitem ao máximo suas aulas.

Tendência 4 – A ascensão do aprendizado híbrido

Com a atual crise de saúde global, a abertura de escolas para todas as séries parece longe de ser possível. Enquanto isso, as escolas estão procurando possibilidades de ter currículos mistos – um híbrido de aulas presenciais e aulas virtuais assistidas por tecnologia. Isso permitiria aos alunos aprender com a segurança de suas casas e, ocasionalmente, estar fisicamente presentes para experiências práticas de aprendizagem.

Tendência 5 – E-learning consolida-se

A pandemia certamente acelerou o crescimento do e-learning para apoiar a educação à distância. E certamente veio para ficar, pois permite uma abordagem de aprendizagem muito mais conectada e colaborativa. Na prática, vemos cada vez mais salas de aula inteligentes habilitadas com tecnologias como realidade virtual e realidade aumentada transformando a forma como os alunos aprendem. Essas salas de aula permitem que os alunos acessem o conteúdo de aprendizagem além de seus livros didáticos e o que seus professores têm a oferecer, complementando suas jornadas de aprendizagem para obter resultados melhores. Embora o potencial do e-learning seja imenso, o setor educacional ainda não o explorou totalmente devido à falta de infraestrutura, treinamento de professores e conscientização.

Hoje é seguro dizer que entramos em uma nova era de aprendizado com o sistema escolar se reinventando para se adaptar ativamente à tecnologia avançada, técnicas de ensino e aprendizagem e à pandemia. Tudo isso resultou em materiais de aprendizagem extremamente centrados no aluno, acompanhamento em tempo real do progresso do aluno e personalização na educação – tendências que terão efeitos de longo alcance sobre como os alunos aprenderão nos próximos anos. No entanto, só podemos afirmar que realmente progredimos quando nenhuma criança é deixada para trás no benefício dessas tendências. Precisamos prestar muita atenção aos mais desfavorecidos e colocá-los em dia com o desenvolvimento recente e, o que é mais importante, criar um acesso livre e justo à educação.

Texto traduzido e adaptado do blog da Byju’s (https://blog.byjus.com/uniquely-byjus/education-for-all/emerging-post-pandemic-trends-in-education/)